
Deixa-me ser-te
e de mim, vorazmente, tenha sede.
Tenha de mim anelos
que não se contentam com migalhas e farelos.
Queira-me por inteiro
e beba-me num gole alvissareiro.
Sou eu que te quero
já que querendo-me, só me venero.
Querer-me tu, é dar-me
o complemento ao meu ser sedento.
Querer-me-á um dia,
ó querido ser guerreiro!
Pois lutas contra todos, sonhos e saberes
para colocar-me por completo entre seus mais secretos quereres.
Céus do Ceará
24.06.2009
F.C.F
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