terça-feira, 10 de agosto de 2010

Irmãos


Foram seis milhões ou mais de irmãos dizimados
por irmãos outros que raciocinavam.
Pensavam, como eu e você, mesmo assim queimaram
outros semelhantes que, por insana ação, os desprezavam.

Estes que eram movidos por tão ‘nobre” ideologia
nos ensinou, hoje, talvez sem querer, o horror de uma etnia
que fora superposta a outra de maneira tão execrável e fria.
Somos assim, por nossa sinceridade sem conexão com a verdade, destruímos
Quem contra nós se lança à porfia.

Que os horrores de então e que hoje se fazem também presente
nos alerte e nos chame bastante atenção quanto aos atos recentes
para que nossas convicções não se sobreponham aos nossos irmãos e parentes
e diante de seus sofrimentos e dormentes não nos portemos com um amém inútil
e indolente.
Fábio Carvalho Fernandes 30/12/06
THE-PI

O anúncio do danna



Bate...
Mais uma vez, bate...
Ouça! Isto é meu coração,
a cada vez que seu nome em mim ecoa, numa frenética pulsão.

Ele bate porque espera
que um dia por entre ele
como um cateter por uma artéria
você passe com sua seiva e, assim, me refrigere.

Livrando-me da dor de repetir,
pois não mais a vejo,
o seu nome, a sua identidade,
neste canto, nesta melodia sem falsidade.

Bate coração!
Bate com força!
Como um tambor anunciando a chegada do danna
faça festa com a aurora, pois o sol já brilha pra sua amada.

Ele não ficou atrás da Serra das Mangabeiras
ele se dignou olhar sua beleza, a sua fronte
e cruzou como na Praça Sete
o ponto nevrálgico daquele Belo Horizonte.

O teu fim não será o da ninfa
Que, entretida em falácias,
esqueceu-se de silenciar para o essencial
e se viu, unicamente, a repetir a voz deste amor visceral.

Pobre ninfa entregue ao eco da voz de seu amor,
viu-o mergulhar em si mesmo
por não ter alguém com quem compartilhasse sua beleza e seu calor.
Isto é, realmente, uma perda, uma tristeza... uma dor.

Que o meu coração continue batendo.
Bata!
Para que onde quer que esteja o meu amor,
ouça o meu coração dizendo: volte amada!
O teu lugar é junto àquele que te sabe ter, eternamente, ao teu lado.

Fábio Carvalho Fernandes
08/08/06
THE-PI

A poesia e eu.

Vertem de dentro de mim palavras
elas deslizam por uma relva macia
e se confundem com o meu ego
e provocam um encontro: entre mim e ela.
Ela qual donzela se esquiva
eu qual mestre-sala a cortejo
desejo vê-la dentro de mim
e ela por mim, num singelo folheto.
Tal relação emerge sem atropelos.
Ela vem quando quer, e eu...
Eu a persigo por noites inquieto.
Sei que tal amor entre nós é real,
vem do alto esta relação: a poesia e eu.

Fábio Carvalho Fernandes
02/12/06
THE-PI

A Fabith e "os membros iluminados"


"os membros iluminados" são os meus que encontrou em ti a vida de uma nova vida. Se vivo é porque vivestes primeiro, por seres única é o que me faz também não me sentir nesta vida um terceiro. Obrigado por seres luz... por viveres por inteiro.

Morte intrigante


Ó morte que usurpa minhas entranhas
e que se aparece a mim ausente;
afasta-te de mim por um instante
e me presenteia com essa ação estonteante.

Dá-me um tempo a mais para algumas façanhas
permite-me do meu cárcere dilacerante
empreender obras novas e entusiasmantes.
Sou teu, mas não me leva agora, só adiante!

Que teu coração arrefecido chegue, por ressonâncias,
ao meu que insiste em movimentos hilariantes,
e que de tanto anelar a vida se faz delirante
por saber não ser possível escapar de sua foice lacerante.

Ó morte! Vês o quanto sou ávido por retumbâncias?
Deixa-me ao menos sentir o cheiro das flores exalantes
que me torna mais vivo e com a certeza radiante
de que posso esperar, um dia, não ser aturdido por teu olhar apaixonan.


Fábio Carvalho Fernandes
29/11/06
THE-PI

Podres poderes


Podres poderes humanos da fúria
que se revestem de candura
e se revelam depois qual lobo a atacar
visitou o Brasil e lançou nossa esperança ao mar.

Em força deletéria se manifestou e agiu.
Fingindo ser dona da verdade “caiu”
prendendo quem não se aliava à sua ação vil.
Fez brotar no Brasil o mal que a vida ruiu.

Voz maldita de continências mil
se alastrou pelo mundo a começar do mais senil;
envergonhou as nações e reduziu o saber humano a gritos
que não podemos olvidar.
Aqui no Brasil teve nome, o triste nome de ditadura militar.


Fábio Carvalho Fernandes
20/12/06
THE-PI

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Alma gêmea


Depois de dizer-me, aja!
Abriu-se o meu ser ao papel.
Enfrentei-o empunhando a pena
E, sem receio da poesia, tornei-me seu menestrel.

Dela brotou minha inspiração
pus-me a correr e a escrever
concatenar idéias sem esmorecer
tudo porque obedeci sem aflição.

Agora eis minha diminuta obra.
Ofereço a ti, minha alma gêmea.
Espero que esta esteja à altura
de uma alma tão grata, sincera e madura.

Que tuas ordens sempre expressem
o valor que dás à vida.
Ela como a carpa pulula
em uma doce, terna e eterna amiga.


Fábio Carvalho Fernandes
27/04/06
THE-PI

Mimar Você


Abriu-se o horizonte, raiou um novo dia,
enchi-me de esperanças.
Surge a oportunidade de...
Mimar você.

Quero te pegar em mim e sentir teu corpo nu e macio.
Tua pele aveludada por ter sido guardada nos braços úmidos de Morfeu.
Ele te velou por toda a noite enquanto eu te contemplava às escusas
Ansiando pó um novo arroubo.


És parte de mim.
Busco-te sempre e, nesta manhã,
encontro-te enfim.

Como sois um ser distinto,
ó amada minha. Sois bela!

Toco-te, palmilhando-a com a sofreguidão de mãos
que exalam calores só em imaginar
que não haverá atrito entre elas e ti.
Faze-as escorregar por teu templo somático
a encontrar o tabernáculo
onde esconde teu intimo segredo.

Nem que dure as estações eu vou descobri-lo e,
infinitamente, gozá-lo como se a primeira descoberta
fosse o último encontro de minha sede com teu diminuto aqüífero.
Parco. Restrito. Hialino. Que me faz engrandecido.

Diva minha estou à tua espera.
Quero mimá-la, dizer-te palavras fofas,
sentidas no colo de teu coração.

És enganosamente minha.
E por saberes disto, visita-me só no verão.
Não me faça isto, senão todos perceberão
que me maltratas por tamanha angústia. Que solidão!

Ainda bem que estamos na primavera
com seu espocar de múltiplas flores
e de agradáveis e infinitos odores.

Ela, ao saber de nós, agita-se até chegar ao chão
o grande tapete florido que preparou para nós.
Por este iremos à areia plácida do mar.

Lá contemplaremos a chegada do solstício
que anunciará a supremacia do rei sol
a nos unir em outras manhãs intensas e longuíssimas.
Nestas viveremos a morrer de tanto amar. Só amar!


Aguardando antecipadamente esta nova estação
que nos chega a nós no ocaso da esperança
de que não mais irei te ver em meus braços a te acariciar.

No novo verão o nosso encontro será revestido de eternidade,
posto que descobri o modo de em ti me perpetuar.
Deixarei guardado a semente inaudita da certeza
de que a saudade far-me-á presente todas às vezes em que sentires,
desolada, o meu ser ausente.












Fábio Carvalho Fernandes
03/11/08
THE-PI

Éramos vizinhos e não amantes


Eis que surge a aurora e junto à mesma
Um grito de quem antevê o óbvio aterrorizador.
Bastam apenas alguns raios de luz neste triste arrebol
Para ouvir-me gritar: não me deixe mais sofrer!

Lembro-me que me envolveste com juras previstas de amor
Enciumaste por quedar-me de pessoas alheias a nós.
Ficaste com a face rubra de raiva querendo-me só pra ti.
E acreditei, mesmo sabendo que este enredo já estampara o filme de alguém.

Dei-me então, acreditando mais em ti do que em mim;
E o que vi?! Nada além de um vazio sem fim. Éramos vizinhos e não amantes.

Por que mentiste assim, sem mesuras e cinicamente, por detrás, a ri?!
Maldito sou, por não crê no que já era esperado e avisado... O Fim.

Hoje, enraivecido gostaria de te espancar até a semelhança de minha agonia
Procurei te ferir com palavras, gestos e posturas tristemente infantis.
Vou dando margem aos meus sentimentos mais vis
E me envergonho por igualar-me de um modo tão doentio.

Gritei teu nome frente ao bólido luzente da manhã
E ao longo dos dias derramei lágrimas dementes
Já me vejo, outra vez, me refazendo de seu amor ausente
E sinto que tudo isto aconteceu por que eu nunca tive você contigo dentro de ti.

FCF
26/04/10
The.PI

Vinho Novo


Embeveça-se de ti
Bebendo teu ser num cálice de Martini.
Pois o mar tem-te em suas medidas
Revelando-se teu mensurador
És tão oculta a ti
Que te embebedas num primeiro gole de si
Alcoolize-se com o vício que causas em outrem
E verás o barril cheio que és, bêbeda em seu porvir.
Com tua modéstia sem fim
Jamais sorverá o vinho novo que trazes em ti.



FCF
Mons. Gil – PI
23-10-09

Querer-me-á um dia


Deixa-me ser-te
e de mim, vorazmente, tenha sede.

Tenha de mim anelos
que não se contentam com migalhas e farelos.

Queira-me por inteiro
e beba-me num gole alvissareiro.

Sou eu que te quero
já que querendo-me, só me venero.

Querer-me tu, é dar-me
o complemento ao meu ser sedento.

Querer-me-á um dia,
ó querido ser guerreiro!

Pois lutas contra todos, sonhos e saberes
para colocar-me por completo entre seus mais secretos quereres.


Céus do Ceará
24.06.2009
F.C.F

Edith Piaf


Brilhou no céu da França um par de olhos azuis que viria ficar, por um período, fechado à luz que tanto desejara, a ponto de nortear-se depois no curso de sua existência pelo brilho da mesma com feições tão singulares que teria por marca a tragicidade existencial que só os intensos possuem. Assim é o viver para os seres de olhos tão cintilantes que vivem a vida na linha dos segundos, sob as luzes reveladoras da ribalta. Neste palco de dimensões incomensuráveis e ao mesmo tempo diminutas fazemos transcorrer a arte de viver.

Contudo, incrustado nos desígnios do Alto, aqueles olhos obnubilados, voltariam a enxergar aquilo que só os sensíveis são capazes de entrever: a lógica escusa que há nos bastidores do cotidiano. Ver para além das aparências expostas nas vitrines das grandes avenidas que nos levam às acrobacias dos que não se querem adensar. Levam-nos às arquibancadas, pois de lá contemplamos palhaços deprimidos que vagueiam por passarelas vazias e de extrema futilidade.

Contra isto ensejo viver sob a égide do amor, ao som de um acordeonista e dançando Java. Nada há de melhor! Entregar-se passionalmente às lições que só um dia após o outro pode nos granjear. E o que eles nos ofertam? O saber-se de si e de que nesta trajetória devemos apostar todas as nossas fichas e nela, de uma forma salutar, construir as árias de nossa ópera. Viver é interpretar com visceral paixão a missão que Deus mesmo nos incumbiu de arquitetar.

Construímos, então, amores. Amar é nossa missão! Contudo aqui começa o espetáculo trágico de nosso devir. Ao se levantar as cortinas desvelam-se ante nossos olhos, sempre azuis, o novo que se irrompe de quaisquer de nossos atos já que ele fora depositado por um Ourive no coração do nosso coração. Por isto é trágico viver! É intenso! É fascinante, mas doloroso, chegando mesmo a ser dolorido, pois nossa carne sente os entraves das paixões sedutoras e fúgidas; não é caminho do amor neste trânsito se eternizar.

Assim, acredito-me que haverá um céu sem problemas onde Deus reunirá quem se ama, todavia, neste presente século e noutros por vir, seremos seviciados até a dor por amores iguais a noite que tardam em nos entregar o dia pleno dos que são contemplados com a rara reciprocidade no amar.

Ah! Amar cansa, mas ainda assim sou capaz de fazer um hino ao amor. Por isto, com uma echarpe ao ombro ouço no globo o ecoar de um imperativo debalde todas as experiências doídas registradas em livros, canções, filmes e afins: Amem! Crianças, jovens, adultos e senis, amem; até morrerem de tanto amar. Pois quem morre de amor há de vislumbrar a eternidade daqueles pulsos que irão as galáxias transverberar.

Teimo em dizer que diante da perplexidade que este milorde insiste em nos causar, eu não me arrependerei jamais. Continuarei nesta e noutra vida a te amar. No instante último de minha vida, naquela ponte atraente que me leva ao outro lado através de sua jactância inconfortável, posto que a mesma não suporta quem nela queira estacionar, reunirei, então, todos os meus souvernirs e entrarei na grande avenida que são os Campos Elíseos e de lá, daquela bela estrela de avenidas, poderei ver ao longe a torre que me faz estarrecido frente ao meu destino que geme por meu retorno.

Pleno! Voltarei cheio de novidades e contarei aos anjos, que outrora buscávamos descobrir seus sexos, as peripécias de ser humano; simplesmente humano. Que coisa engraçada me ocorre. Falo como se os anjos tivessem inveja de nós... Só que eles a têm! Eles não podem tocar, cheirar, beijar e com o outro exalar por suas glândulas o cheiro dos feromônios que nos fazem entender que por toda a vida o nome do nosso amor, loucamente, não pararemos de bradar.

Esta foi a vida de tantos que nos precederam e de tantos que nos sucederão. Esta é a minha vida! De armas em riste, prontas para este combate ganhar. Como diria o Poeta: Viver é lutar!

Sou feliz! Vivo, entre pachorras e humores alternados, uma oração intermitente e peremptória. Peço com a vivacidade de minh’alma que meu amor fique comigo até que nossos dias sejam um uníssono. Entretanto, exaspero um pouco em minhas preces e percebo que só são palavras e que me porto como um infante ingênuo e falaz.

Entrementes, faço hoje um pacto de sangue entre mim e todas as pessoas que amei, amo e irei amar. Como são muitas, a cada, uma gota de meu sangue irei derramar. Com elas estabelecerei que mesmo que elas não me amem como eu as amo... Insistirei em amá-las, contrariando todas as possíveis frustrações e ultrapassando as muralhas desta vida trágica e lânguida. Mesmo que palmilhe aquela via cor de rosas que alguns afortunados trafegam por deferência do Olimpo, eu nunca deixarei fugir de minha memória a certeza de que a vida - bela tragédia com seu palco- jamais me abandonará.

Ela se encantou por mim e me fez pedra frente aos seus olhos de Medusa, contudo, com a rigidez dos que se fecham por só possuírem o azar dos amores eu faço minhas as palavras daquela que como eu ultrapassou ufanamente o seu arco do triunfo e viveu horrendamente o seu coliseu do amor. Amem! Diria eu. Amem! Disse-nos, com seus belos olhos azuis, a trágica e indefectível Edith Piaf.

FCF
09/12/07
THE-PI

O relógio marca a hora da lembrança doída que tenho de ti.


O relógio marca a hora da lembrança doída que tenho de ti.
Seus ponteiros deslizam com uma vagareza impensável,
Saem deles líquidos sudoríferos que penetram minhas narinas
E tocam meu cérebro despertando-o em minha memória de um modo que me fascina.

Gosto disto, desta marcação temporal que me indica tua presença surreal.
Estás tão aqui quanto estás aí, na alcova que te acolhe, fazendo às vezes deste amante solitário.
A plástica do lugar afortunado me envolve de uma espessa e obtusa agonia.
Quereria ter-te e só me sobram imagens, nada mais que isto. És ausente nesta presença dormente.

Mesmo dando conta de tua inércia frente à força do tempo, não consigo concordar com tua isolada e contraditória condição.
Quando menos espero ressurges em mim por poesias que saltitam em meu ser palmilhado de incertezas quanto ao teu relógio:
será que ele roda a meu favor ou não possui de tua parte um mínimo de sensibilidade? Será que se esqueceste de dar-lhe corda?

Vens em mim como um abutre. Rasga-me com voracidade. Não respeitas nem meu Leão de chácara.
Usurpas minha alegria de ser senhor de mim e de ter-me num equilíbrio falseado.
És covarde! Por isto grito “Quo vadis?” Pra mim ou pra si?

O relógio continua a pontear... É hora de olhá-lo e, a despeito do que sinto, assusto-me.
Não consigo controlar aquilo que minha pretensão infame insiste em dominar.
Ele se irrompe trazendo-te a mim com uma candura tão convencível que acabo por esquecer o tempo.

O que sinto por ti ultrapassa o senso automático dos dígitos de alguns relógios. Não posso te medir.
Estás à altura de minha torpe comensuração. Para além de tudo que se circunscreve e se estabelece no espaço que ficou aquém.

Agora eu sei o porquê que o insistente relógio teima em trabalhar e me irrequietar.
Ele não me levava pra fora com suas setas; ao contrário me trazia pra dentro com suas retas.
Estás em mim, no bojo de minha constelação. Fazes movimentos unívocos. Pulsas como um ser estelar e eu, vislumbrado com tua quinta grandeza, circulo-te numa ingênua rotação.
Na verdade bate no meu coração o desejo de viver-te sempre em uma perene translação.

FCF
01/12/2007 THE-PI

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sentimentos

Sem ti mentes
por isto precisas estar em si
para me revelar teus grandes
e impublicáveis sentimentos.

Quando disseres que me ama,
diga-se primeiro em seus momentos que se tem toda enternecida e assim acreditarei no que sentes.

Mas, se de ti não fores presente
afaste-se de mim, mesmo enraivecida pois não terei o devido suporte neste tormento de ter alguém comigo enquanto dela mesma é sempre ausente.

Fábio Carvalho Fernandes
11/12/07
THE-PI

domingo, 1 de agosto de 2010

Quantos...?


Quantos ombros para suportar o meu fardo?
Quantas pernas para empreender minha jornada?
Quantas mãos para abrir minha cova?
Quantos olhos para derramar meus rios de pranto?
Quantas bocas para falar de meu infortúnio?
Quantos corações para sentir pulsar o findar de meus dias?

Não sei! O que eu sei, na verdade, é que tendo os seus ombros,
pernas, mãos, olhos, boca e coração eu terei a oportunidade
de vencer o trânsito de minha sofreguidão.

Sê meu auxilio amigo e verás emergir neste curso
o empreendimento feliz de se construir um ser humano por inteiro
e não erguido em frágeis pedaços.

F.C.F
The-PI
31-07-10