
Aceitar o que é bom, na nossa vida, reveste-se de um grande fulgor.
Desta máxima depreende o anseio de ver brotar o algo bom de toda dor.
Vamos, no decurso existencial deslizando as contas do rosário humano
passeamos por seus devaneios inquirindo do ecoar dos ventos: qual a vida ideal?
Esta se manifesta na unicidade do ser emergente que salta aos nossos olhos de condor.
Pulula nos rios com seus meandros numa perene piracema, corremos rio acima
cavalgando os obstáculos outrora empecilhos e que agora comporta como um andor.
Lá do alto tendo por vista o olhar do santo sentimo-nos tocados pelo hálito hinalino
do Senhor.
Ele, que tem por nome novo o acaso, retira-nos do domínio da fortuna
e nos lança no trânsito desta vida, a algo mais do que a tórrida sina.
Somo seres do renovo! Arrancamos nossas crostas ao longo dos dias sucedâneos.
Vamos amalgamando o frágil reboco com as luzes do saber hereditário.
Acumulando a este tudo aquilo que o dia a dia nos faz acumulado.
Vemos ante os nossos olhos que a esperança surge quando a gente se entrega sem a
amargura dos encarcerados.
Livres de todas as amarras entorpecentes saltamos no vôo seguro de Dedalo
rejeitamos assim as peripécias de Ícaro e vamos reto ao Porto Seguro do Sagrado.
Teresina, 20/07/2008
Fábio Carvalho Fernandes
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