
O tempo não pára, no entanto, nunca envelhece,
mas, por não parar, a cada volta em que nos encontra
se revela um peralta pleno de artimanhas
adquiridas num tempo que nunca pára e nem envelhece.
Agora mesmo, ouvindo um som que se pretende atemporal,
revela-se ao contrário, datado, fisica e geograficamente presente.
É um passado longíquo que transverbera o hoje e faz reviver as feridas
já cicatrizadas, tornando-as expostas num futuro perene.
Porquê? Por quê sinto esta nostalgia cortante e sem razão que me faz gritar silente:
Fique, eu te peço amor? não me faça dizer às paredes de ti, minha paixão.
Quero-te amor, fique aqui e estenda minha alegria, rejeitando a teimosia
e extenuada melancolia.
Que insiste em me encontrar todas às vezes que neste tempo não senil
eu me ponho a encontrar minha história que ao contrário do tempo,
mesmo inquieta e pretensamente eliptica, sente-se cada vez mais próxima
do fim com seu aliviante e estigamatizado adeus.
A Deus resta-me implorar para que meu adeus
não provoque em quem o ouve o balido entristecido e orante
de quem se põe questionadamente a gritar, vendo seu amor
partir e fenecer: Ó Deus, porquê?!
F.C.F
18/03/10
M.Gil - PI
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