
A morte se pertence
e nós aqui, dormentes.
Ante sua face silente
vemo-nos seres aparentes.

Nada estamos fazendo, ó dementes;
apenas vagando sem rumo e tementes.
Vociferamos com ares insolentes
que somos senhores da vida indolente.
Criaturas miseráveis e descrentes!
Percebamos o quanto nossa miséria é pútrida e persistente.
Enquanto digladiamos com os outros descendentes
não percebemos a perda de tantas oportunidades efervescentes.

Éramos para ter crescido, infinitamente,quais sementes,
contudo, paralisamo-nos neste chão, quais loucos sem mentes.
F.C.F THE- PI
24.05.2011
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