
Eu sou Teresina que fornece aos seus convivas
a água limpida que jorra das fontes de cajuína.
Desta eu escuto os sons de Joana e aprecio
os Reis de Nando ecoando nas longilíneas avenidas.
Esta cidadela de nome de estirpe imperial e vaidosa
traz consigo em sua origem traços planejados ao comando do arguto Saraiva.
Aqui muitos chegam e pousam envoltos em seu calor invernal,
ela nos envolve com seu verde colossal.
Ela derrama lágrimas, ora de dor ora de alegria
e de tão copiosas se revertem em Poty e em Parnaíba.
Minha Teresina que agora sou por acolhida
estás sendo, singularmente, o meu recanto e minha guarida.
Aqui tenho galgado cimos outrora impensados
mas que já estavam, como algo já visto, por Deus reservados.
Eternize-me em ti minha jovem menina
faze-me guerreiro com tuas artérias, de calor, enfervescida.
Dê-me sempre de ti, cidade luz esvanecida
deixe-me ser um teu alferes, minha incipiente poetisa.
És a inspiração de todos que te cheiram e permanecem em teu rol.
Queima-me, retirando minha pele e máscara, com teu reluzente e amável sol.
Teresina, 16/08/08
Fábio Carvalho Fernandes
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